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Saúde

Testosterona e câncer de próstata: o que revela o estudo TRAVERSE

Estudos recentes, como o TRAVERSE, não mostraram aumento significativo de câncer de próstata com reposição de testosterona, mas alertam sobre riscos em usos indiscriminados e a necessidade de avaliação médica.

admin 2 min de leitura

Durante a campanha Novembro Azul, a relação entre testosterona e câncer de próstata volta ao debate. Embora muitos tumores prostáticos dependam de andrógenos, níveis naturalmente altos de testosterona não implicam risco maior de desenvolver a doença.

O ensaio clínico TRAVERSE, um dos maiores sobre reposição hormonal, não encontrou diferença relevante na incidência de câncer entre quem recebeu testosterona e quem usou placebo. Contudo, o estudo envolveu homens sem suspeita de tumor e teve acompanhamento limitado, não permitindo conclusões definitivas sobre efeitos a longo prazo.

É essencial distinguir a produção natural de testosterona, a reposição indicada para hipogonadismo comprovado e o uso abusivo de hormônios para fins estéticos ou de desempenho. Doses fisiológicas usadas em tratamento não podem ser extrapoladas para doses suprafisiológicas típicas de anabolizantes, que apresentam riscos diferentes.

Na prática clínica, a reposição só é recomendada após diagnóstico rigoroso de deficiência hormonal, com exames matinais confirmados e avaliação multidisciplinar, especialmente em pacientes que já tiveram câncer de próstata tratado. O acompanhamento deve monitorar níveis hormonais, saúde prostática e possíveis efeitos colaterais.

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