Idade avançada ganha novas perspectivas no Brasil
A velhice deixa de ser só recolhimento e passa a incluir trabalho, estudos e tecnologia, refletindo mudanças sociais e desafios de políticas públicas.
A percepção sobre a terceira idade mudou: antes associada ao recolhimento e ao fim da vida profissional, hoje muitos com mais de 60 anos continuam ativos, trabalhando, estudando e viajando.
O uso da internet pelos idosos tem crescido; dados do IBGE indicam que, em 2025, 74,5% dos brasileiros com 60 anos ou mais já estavam conectados, reduzindo o estereótipo de incapacidade tecnológica.
Entretanto, a realidade não é homogênea. Enquanto alguns desfrutam de independência financeira e boa saúde, outros enfrentam doenças, solidão e vulnerabilidade econômica, o que evidencia a diversidade de experiências na velhice.
Com cerca de 36 milhões de pessoas nessa faixa etária – 17% da população – o país precisa repensar serviços de saúde, políticas de trabalho e apoio social, garantindo autonomia e participação conforme o Estatuto da Pessoa Idosa.
Envelhecer, portanto, não significa perder desejos ou capacidade de contribuir; ao contrário, requer reconhecimento das múltiplas formas de viver a idade avançada e a construção de uma sociedade que valorize essas escolhas.




