Presidente da ALMT nega emendas de R$ 112 milhões ao TCE e anuncia auditoria
Max Russi (Podemos) rejeita que R$ 112,3 milhões tenham sido enviados ao TCE por emendas e indica auditoria para esclarecer os registros.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), afirmou que os R$ 112,3 milhões apontados pela Polícia Federal não foram repassados ao Tribunal de Contas do Estado por meio de emendas parlamentares individuais ou de lideranças partidárias.
Em nota, Russi classificou a informação divulgada no relatório da PF como “falsa” e “fantasiosa” e anunciou a realização de uma auditoria para esclarecer a origem e a natureza desses recursos.
A Assembleia, pouco depois, publicou um esclarecimento técnico afirmando que os valores correspondem a ajustes na Lei Orçamentária Anual, feitos para adequar os repasses ao TCE à arrecadação efetiva do Estado, e não a emendas impositivas.
O levantamento da PF indica que os créditos somam R$ 112.389.719,36 entre 2025 e 2026, com grande parte classificada como indenizações, mas a investigação ainda não concluiu se houve irregularidades na incorporação desses recursos.
A Operação Tomada de Contas, iniciada em outubro, continua analisando contratos e pagamentos no TCE-MT, enquanto a auditoria interna da ALMT buscará esclarecer os registros orçamentários relacionados ao montante.


