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Agronegócio

China pode reduzir demanda por soja brasileira, dizem especialistas

Especialistas apontam que a China busca diversificar fornecedores, aumentar produção interna e reduzir consumo de soja, o que pode afetar exportações brasileiras.

admin 2 min de leitura

Brasil e China mantêm forte interdependência na soja, mas três fatores podem ameaçar essa relação: a retomada das compras de soja dos EUA, a estratégia chinesa de ampliar a produção interna e a projeção de queda populacional, que reduz a demanda por proteínas.

Em maio, a China comprometeu-se a adquirir 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos entre 2026 e 2028, além de US$ 17 bilhões em produtos agrícolas norte‑americanos ao ano. Essa medida eleva a concorrência, embora a tarifa de 13% sobre a soja americana, comparada aos 3% incidentes sobre a brasileira, ainda favoreça o Brasil no curto prazo.

Segundo a consultoria Systemiq, a diminuição da demanda chinesa pode chegar a 25% até 2030, impactando preços e receitas de exportação. A queda no consumo de farelo de soja e a aposta em proteínas alternativas, como aminoácidos sintéticos, são parte do plano quinquenal chinês de autossuficiência.

Especialistas recomendam que o setor brasileiro evite expandir áreas plantadas e invista em processamento e agregação de valor ao grão, acompanhando os avanços tecnológicos chineses para avaliar a viabilidade de aumento de produção.

Apesar dos riscos, a confiança na relação comercial e a diferença tarifária ainda mantêm a soja brasileira competitiva, mas o Brasil deve monitorar a evolução das compras americanas pela China, que podem representar uma ameaça à sua cadeia exportadora.

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