Malha metroferroviária brasileira cresce 15,4 km no primeiro semestre
A rede de trilhos urbanos aumentou 15,4 km, atingindo 1.160,1 km, mas ainda é insuficiente para atender às demandas das metrópoles brasileiras.
A malha metroferroviária do Brasil somou 15,4 quilômetros a mais no primeiro semestre, superando a média de crescimento dos últimos dez anos, mas ainda não acompanha as necessidades das áreas metropolitanas.
Com esse acréscimo, o país passou a contar com 1.160,1 quilômetros de trilhos urbanos, operados por 23 sistemas que incluem trens, metrôs, VLTs e monotrilhos, frente aos 1.144,7 quilômetros registrados no final de 2023.
Segundo Ana Patrizia Lira, diretora‑presidente da ANPTrilhos, a média de expansão nos últimos dez anos foi de 12,9 quilômetros por ano, considerada abaixo da demanda das cidades. Ela destacou que, embora exista demanda, a rede não tem crescido na velocidade necessária.
O Brasil dispõe atualmente de 52 linhas metroferroviárias em 73 municípios de 12 estados. O número aumentou em relação ao ano anterior graças à operação assistida da Linha 4‑Laranja em Fortaleza, do primeiro trecho do VLT de Salvador e da Linha 17‑Ouro em São Paulo. Outros 17 projetos em andamento devem acrescentar 174,2 quilômetros e 115 estações.
No primeiro semestre, o sistema transportou 1,3 bilhão de passageiros, alta de 2,7% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionada principalmente por São Paulo, que registrou crescimento de 3,1%.
O Rio de Janeiro também apresentou aumento de 3,2% no fluxo de usuários. Enquanto isso, Distrito Federal, Pernambuco, Minas Gerais, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte registraram queda, e Alagoas manteve o volume estável.




