Cemitérios privados de São Paulo apresentam abandono e falta de manutenção
Visita da Folha a seis cemitérios e ao Crematório Vila Alpina revelou mato alto, túmulos quebrados, banheiros sujos e infraestrutura precária, apesar das exigências contratuais.
Cemitérios concedidos à iniciativa privada em São Paulo mostram sinais de abandono, com sepulturas violadas, mato alto, banheiros sem água nem sabão e vias esburacadas, conforme apuração da Folha em outubro e novembro.
Entre os locais visitados, o Vila Nova Cachoeirinha, administrado pela Cortel, apresentou as piores condições: mato encobria túmulos, banheiro feminino sem água e odor forte, placas apagadas e entulho nas vias.
Outros cemitérios também apresentaram problemas: Vila Formosa (Consolare) teve mato alto e lixo na primeira visita, mas estava limpo na segunda; o cemitério São Pedro, da Velar, mostrou mato e falta de placas, enquanto o crematório Vila Alpina ao lado estava em bom estado.
Na zona oeste, o Araçá (Cortel) registrou jazigos abertos e piso quebrado; no centro, o Consolação (Consolare) carecia de sinalização e tinha portão principal danificado.
O Campo Grande, do Grupo Maya, foi o único citado como bem mantido, embora tenha presença de flanelinhas e limo no estacionamento.
As concessionárias justificam falhas como consequência de chuvas, obras e responsabilidade dos cessionários, enquanto a agência reguladora SP Regula aponta avanços e registra 75 multas desde outubro de 2024.




