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Justiça

Grupo NewJeans entra em disputa judicial por contratos agressivos

Contratos assinados entre 14 e 17 anos por integrantes do NewJeans continham cláusulas que limitam liberdade, exigem reembolso de cirurgias e permitem uso de IA, gerando controvérsia com a gravadora Hybe.

admin 2 min de leitura

As cinco integrantes do NewJeans deixaram a gravadora Ador, ligada ao conglomerado Hybe, dois anos após o sucesso do álbum “Get Up”. A decisão desencadeou uma longa batalha judicial sobre os termos dos contratos assinados quando as cantoras eram adolescentes.

Documentos obtidos pelo The New York Times revelam que os acordos proibiam comportamentos como “atitude pouco sincera” e relacionamentos amorosos, impunham pesadas multas por rescisão e concediam à gravadora direitos sobre músicas e vozes geradas por inteligência artificial mesmo após o término.

Especialistas apontam que os contratos ignoram o modelo sul‑coreano que garante direitos à saúde, educação e descanso de menores. O advogado Jong‑eon Roh descreveu o contrato como “excepcionalmente agressivo” e raro mesmo entre grandes gravadoras.

A Hybe defende a legalidade dos termos, afirmando que foram negociados de boa‑fé e aceitos pelos pais das artistas, e que cumpre as leis de proteção à criança. A empresa nega exigir cirurgias plásticas e ressalta que não pressiona artistas a abandonar os estudos.

Além das restrições de comportamento, os documentos exigiam que as integrantes reembolsassem despesas com procedimentos estéticos e outras custas, embora a Hybe tenha financiado os custos iniciais do grupo, permitindo que as cantoras recebessem remuneração sem dívidas.

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